08.23.07
Efêmero
Nas efemérides da vida
Em sintonia com a beleza
Utilizaria asas multicoloridas
E voaria com toda leveza
Em evoluções brilhantes
Encantaria as multidões
Luminosa e radiante
Traria paz aos corações
Seria aquela borboleta
Que pousaria nos cabelos
Que te servem de moldura
Que enfeitaria de cores
A tua doce figura
Juraci Rocha Silva – All Rights Reserved – 2005
08.19.07
Entardecer
Ainda tarde, mas antes do entardecer
Corri, apressei-me para vim te ver
Confesso que sinto no corpo o cansaço
Mas revigoro-me em teus braços
Onde estava, lembrei-me
Do sabor dos teus doces beijos
Por isso apressei-me
Para realizar meu desejo
De mãos dadas presenciando
A noite que desponta, que vem chegando
E no último adeus a luz diurna
Beijo-te loucamente na sombra soturna
Juraci Rocha da Silva – Copyright (c) 2006 All Rights Reserved
08.12.07
Uma lágrima, um sorriso, uma esperança
Uma lágrima baila no rosto de criança
Baila no rosto de quem amou
Perdido o amor, a esperança ficou
De um dia melhor, cheio de esperanças
Sorriso aflora tímido, retraído
Vencendo, substituindo a lágrima
Que teimosa faz a sua despedida
No derradeiro instante da vida
De longe espreita a esperança
Que aguarda o momento oportuno
Para intervir, substituir a lágrima
Aliando-se ao sorriso
Juraci Rocha da Silva – Copyright (c) 2006 All Rights Reserved
08.11.07
Se soubesses
Oh! Se soubesses o quanto te amo
Quantas lágrimas derramei por ti
Quantas noites insones passei
Com os pensamentos em devaneio
Ah! Se soubesses o quanto te procurei
O quanto nas ruas indaguei
Aqui, ali, em todo lugar
Na esperança de te encontrar
Oh! Se soubesses o quanto chorei
Os momentos difíceis que enfrentei
Sem nunca perder a esperança
Inocente como uma criança
Ah! Se soubesses o quanto me desesperei
Quando não te encontrei
Partido o meu coração
Ferido, sangrando da desilusão
Oh! Se soubesses da minha desistência
Não me procurarias com tanta insistência
À procura de um futuro incerto
Querendo viver um momento controverso
Juraci Rocha da Silva – Copyright (c) 2006 All Rights Reserved
08.07.07
Mar de saudades
Despertei com os pingos da chuva
Que caia impiedosamente
sobre meu rosto sofrido
Então chorei, de saudades
Percebi-me só, na imensidão da areia
Encolhi-me em concha
Tal qual fruto do mar
Senti as vagas no ar
Misturando-se à lagrimas e sal
Tateei, sonhando – olhos abertos
Mas lá você não estava…
Apenas areia escorria-me dos dedos
As ondas vinham beijar-me os pés
Em contínuo consolo
Murmuravam uma canção de saudades
Que se confundiam com o vento sibiloso
Então, enrolei-me de areia
E me encobri de espumas
Na espera, eterna e serena
De que voltes para cá
Afoguei-me em águas salgadas
E na dúvida, não sei
Se eram lágrimas ou águas do mar…
Fátima Batista e Juraci Rocha da Silva
Copyright (c) 2006 All Rights Reserved




