Deus, torna-me um menino

Junho 30, 2008 at 6:08 pm | In Blogroll | No Comments
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Quando eu era menino
Pensava como um menino
Agia semelhante a um menino
Minhas palavras eram de menino

Logo que cheguei à idade adulta
Tive de deixar as coisas de menino
Rever os meus conceitos
Estabelecer prioridades

Quando eu era menino
Tinha a sensibilidade no peito
A inocência presente na alma
O sorriso estampado no rosto

Hoje, já adulto
Tenho muitas preocupações
Muitas dívidas para pagar
Ninguém para meu acalento

Quando eu era menino
Cantava contente e feliz
Não via maldade nas pessoas
Meu sono era suave

Adulto, passo as noites acordado
Temo a violência do ser humano
Sou um perfeito egoísta
Faço tudo por interesses

Quantas saudades do tempo de menino!
Eu era feliz, mas desconhecia
O valor da pureza e inocência
Minhas maldades eram nulas

Hei, Deus, quero ser menino novamente!

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Despedida de um cativo

Junho 19, 2008 at 1:44 pm | In Blogroll | No Comments
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Terminei agora a leitura da carta que me enviou. Confesso-me surpreendido e atônito com sua decisão. Certo é que, nos últimos meses havia percebido o seu distanciamento. Nossos encontros já não aconteciam com a mesma freqüência de antes; por um tempo aceitei os seus argumentos, de que eram os estudos que não permitiam tempo livre para nosso amor. Depois, sucessivas justificativas faziam-me desacreditar de suas razões.

Sua carta foi o golpe de um ato de maldade, que matou os meus sonhos de um relacionamento duradouro e feliz. E eu, que acreditava nas suas juras de amor, agora me sinto desnorteado, sem horizontes, sem estradas que me levem a algum lugar.

Estou perdido nas estrelas da ilusão; diante de mim a encruzilhada da tristeza me atiça a percorrê-la, embora de longe a rua da morte, em painéis luminosos, me indique que deva seguir para lá. Em um canto da mesa há mil pedacinhos de sua insensibilidade, fragmentos de minhas esperanças, pedaços das minhas desilusões.

Não apresentou motivos da nossa separação, também não os pedirei. Se um dia amei perdidamente, outra vez o amor há de se instalar no meu peito.

Ah, quero lembrar que há uma estrada por onde iniciarei uma nova jornada, a do recomeço. Então, não tardarei mais minha decisão, vou agora mesmo em busca de outro amor; afinal, a vida segue e tenho que viver. Adeus…

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Amor ilusório

Maio 30, 2008 at 2:48 pm | In Blogroll | No Comments


Quando passavas na rua
Ficava alguns segundos te admirando
Desejando, querendo-te
Até que sumias no meio da multidão
Então despertava com os sons vindo da rua

A noite vinha a lembrança da Tua presença
Tentava adivinhar tua feições
Imaginanava qual seu nome, onde moravas
O que fazias, até adormecer suavemente

No dia seguinte, no mesmo horário
Lá me encontrava no mesmo lugar da véspera
Na esperança de encontrá-la
Vê-la por alguns segundos

Quando passavas meu coração palpitava
A transpiração se agitava
Minhas mãos transpiravam
Meus olhos piscavam ligeiros

Até que um dia procurei qualquer pretexto
Para falar-te, saber de você
Dizer da minha afeição e encanto por ti
Dos dias contados que a via passar

Mas decepção… naquele dia não estava sozinha
Um moço te acompanhava
Vi-os se beijando, sorrindo
Só então notei a aliança no teu dedo

Os versos que trazia no bolso mudei
Cravando-os numa placa:
Aqui diariamente passava uma borboleta
Que enfeitiçavam meus olhos com suas cores
Hoje passa uma lagarta carregada por um pardal

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Universo em teu corpo

Março 25, 2008 at 10:14 pm | In Uncategorized | No Comments

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Meu amor, quantas saudades de ti
Tua ausência fez faltar-me
Um oceano na minha gota
Um céu na minha estrela
Um rio no meu curso

Tua ausência trouxe-me
Suspiros de saudade
Lágrimas de desejos insatisfeitos

Mas ao encontrar-te
Meu oceano arrebenta em ondas
Meu céu explode em constelações
Meu rio torna-se mar
Meu ser palpita desejos
Que envolvo tudo em beijos

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Madrugada de angústias

Dezembro 23, 2007 at 11:04 pm | In Uncategorized | No Comments

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Madrugada, o sono fugiu-me dos olhos; ouço o tique-taque do relógio, que persiste em me lembrar das horas de angústias que vivo. Ouço o sibilo agudo do vento, que insiste em adentrar a janela, esvoaçando as cortinas.

Longe, ouço o latido de cães, a rua está deserta; dorme a cidade. Talvez, em algum lugar, alguém esteja acordado passando pelo mesmo drama que passo.

Há poucas horas a situação era oposta; no entanto, mais uma vez fui vencido pela desconfiança, interpretei mal seu gesto de amizade, brigamos…

Certo, é que sempre incorro nos mesmos erros, e isto me causa mais insegurança, mas lhe asseguro que tenho vontade de acertar, de rever meus conceitos, controlar meus impulsos destrutivos.

“Meu Deus, fui um tolo, em não perceber os erros que cometi, os desvarios dos meus ciúmes”. Poderia contar mais uma vez com o seu perdão? Necessito, e vou mudar, o seu amor representa muito para mim, ajude-me a vencer esta fase, a sepultar meus medos, ignorar os fantasmas dos relacionamentos do passado.

Nada há de abalar nossa feliz convivência, pois há em mim disposição para o diálogo, deixar-me ser ouvido por você. Amanhecendo o dia, a primeira coisa que farei, será procurá-la, nas mãos rosas, muitas rosas, e no coração, a esperança de que vença o nosso amor.

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